sábado, 19 de novembro de 2011

Dinosaur Jr. - You're Living All Over Me (1987)



01 - Little Fury Things
02 - Kracked
03 - Sludgefest
04 - The Lung
05 - Raisans
06 - Tarpit
07 - In A Jar
08 - Lose
09 - Poledo


You're Living All Over Me é o terceiro disco do Dinosaur Jr. Ele é responsável por ter definido o som da banda, que influenciou toda uma geração de "guitar bands" pelo mundo inteiro. Com sua maneira única e barulhenta de toca guitarra, com solos longos e bem elaborados e o uso efeitos e tomadas sobrepostas. Com influencias de country-rock e heavy metal e principalmente Punk/post-punk.

Vale lembrar que durante a gravação do disco o clima entre J Mascis, Lou Barlow e Murph não era dos mais amigáveis. O proprio titulo, "you're living all over me" surgiu durante uma briga em uma viagem de turnê, em que Mascis gritou a tal frase para seus companheiros. Acontece que Mascis tinha um controle muito autoritário sobre a criação das músicas, com ideias muito especificas para a bateria de Murph, o que o incomodava profundamente. 

O disco já começa com "Little Fury Things" com um barulho infernal de guitarras distorcidas e uma melodia melancólica, mas viciante. Outra faixa que merece ser lembrada é "Sludgefest" que mostra a influencia do Heavy Metal sobre a banda, com seu riff estilo Iommi. Depois vem outro ponto alto em "Tarpit" (minha preferida do disco). É a faixa mais lenta do álbum, e a melodia dela é bem apreensiva. As guitarras parecem que vão encurralando você até que elas atingem o ponto máximo no final barulhento.

Meu disco preferido do Dinosaur Jr. que é uma das melhores bandas do rock alternativo =D

05 - Raisans



06 - Tarpit






Hum - You'd Prefer And Astronaut (1995)



01 - Little Dipper
02 - The Pod
03 - Stars
04 - Suicide Machine
05 - The Very Old Man
06 - Whi I Like Robins
07 - I'd Like Your Hair Long
08 - I Hate It Too
09 - Songs Of Farewell and Depture


Mais um bom disco esquecido dos anos 90, You'd Prefer An Astronaut terceiro disco do Hum. Dizem que o Hum é uma banda de post-hardcore, mas ouvindo eles da pra perceber alguns elementos do shoegazer e até mesmo do grunge de Seattle... ou seja, guitarras distorcidas com melodias bem trabalhadas e uma carga sentimental bem forte nas músicas.

O som do disco me parece ser bem limpo e bem produzido. Minhas faixas preferidas são "Stars", que tem uma letra bem poética/alternativa;  "I Hate It Too" com seu riff insistente que fica na sua cabeça o resto da semana inteira e a mais complexa "Songs Of Farewell and Depture" que é cheia de solos de guitarra sobrepostos. 

Bom apetite
03 - Stars



08 - I Hate It Too




sábado, 15 de outubro de 2011

Slint - Spiderland (1991)



01 - Breadcumb Tail
02 - Nosferatu Man 
03 - Don, Arman
04 - Washer
05 - For Dinner
06 - Good Morning, Captain


Spiderland é o segundo e último álbum de estúdio lançado pela banda americana Slint. 

O som do disco em si é muito misterioso. Dizem que ele foi responsável por definir a cena post-rock dos anos 90 que é composta por uma fusão de rock alternativo com jazz e rock progressivo. Mas esses elementos aparecem de forma muito sutil no som de Spiderland 

O álbum é todo melancólico. Isso vai desde as melodias até as letras, passando pelas frases de guitarras vagas e pelo jeito que Brian McMahan canta. A voz dele parece surgir apática, do nada, sem muita compatibilidade com o resto da música. 

O andamento é bastante lento... Descrito pelas guitarras que são quase sempre dedilhadas e de repente ficam pesadas e distorcidas. O som é bastante sutil e vago, mantendo o clima obscuro do inicio ao fim.

Enfim, é difícil descrever o som de Spiderland, melhor ouvir e tirar suas próprias conclusões ;)


03 - Don, Arman




04 - Washer



In The Wake Of Poseidon - King Crimson (1970)


01 - Peace: A Beginning
02 - Pictures of A City/42nd at Treadmill
03 - Cadance and Cascade
04 - In The Wake of Poseidon/Libra's Theme
05 - Peace: A Theme
06 - Cat Food
07 - The Devil's Triangle/Merdey Morn/Hand Of Sceiron/Garden Of Worm
08 - Peace: An End


O segundo álbum do King Crimson consegue manter praticamente toda a qualidade do aclamado In The Court... Com algumas pequenas mudanças na formação (entrada de Mell Colins no Sax principalmente). 

O som do álbum é bastante parecido com o do primeiro disco da banda. Com bastante Jazz e lirismo. Mas contendo agora um uso maior do violão e do sax. O álbum começa com a primeira parte da música "Peace" que é uma leve canção acústica intercalado em 3 partes ("A Begnning", "A Theme" e "An End"). A mesma formula foi usada na também leve "Candance And Cascade". Uma das mais bonitas músicas do King Crimson. A tranquilidade é quebrada com a caótica "Pictures Of A City" com um riff pesadissimo de sax e um solo de guitarra bastante louco no final. Além da misteriosa"The Devil's Triangle", uma música longa e experimental como grande parte das composições do King Crimson. Além da mais lembrada do disco "In The Wake Of Poseidon" que mostra uma estrutura bem tipica do rock progressivo e um trabalho espetacular do Greg Lake nos vocais e um improviso de violão de Robert Fripp no fundo.

Mais um ótimo disco da melhor banda de rock progressivo de todos os tempos ;) 


02 - Pictures Of A City



04 - In The Wake Of Poseiodon

sábado, 3 de setembro de 2011

Stone Temple Pilots - Core (1992)


01 - Dead & Botled
02 - Sex Type Thing
03 - Wicked Garden
04 - No Memory
05 - Sin
06 - Naked Sunday
07 - Creep
08 - Piece Of Pie
09 - Plush
10 - Wet My Bed
11 - Crackerman
12 - Where The River Goes


Core é o primeiro primeiro álbum da banda americana de rock alternativo Stone Temple Pilots. É o seu trabalho mais reconhecido, tendo alcançado uma vendagem considerável. Nesse álbum aparecem os maiores sucessos da banda, como "Crackerman", o hit "Plush" e a balada "Creep".

A banda sempre apresentou uma semelhança muito grande com as outras estrelas da cena grunge, como Nirvana e Pearl Jam. Mas apesar disto ela apresenta algumas fortes particularidades, como por exemplo,seus riffs mais puxados para o hard rock e a interpretação limpa e versátil do vocalista Scott Weilland. 

O disco é quase sempre de tirar o folego, o grande ápice vem com o refrão de "Sin" e a alucinante "Crackerman" (clara referencia à heroina) que tem uma pegada maravilhosa quando executada ao vivo com o Scott Weiland usando um megafone. Mas também aparecem baladas como a melancolica "Creep" e a já citada "Plush" que é provavelmente a musica mais famosa da banda. 

Um dos melhores discos do rock alternativo da década de 90. 

04/05 - No Memory/Sin





09 - Plush


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Built To Spill - There's Nothing Wrong With Love (1994)



01 - In The Morning
02 - Reasons
03 - Big Dipper
04 - Car
05 - Fling
06 - Cleo
07 - The Source
08 - Twin Falls
09 - Some
10 - Distopian Dream Girl
11 - Israel's Song
12 - Stab
13 - Preview (unlisted track)

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There's Nothing Wrong With Love é o segundo álbum da banda americana de indie rock Built To Spill. Trata-se de uma verdadeira joia do rock alternativo, sendo uma das maiores referencias dentro da discografia da banda de Idaho.

O som do álbum é bastante simplista. Frases de guitarra muito criativas acompanhadas pelo vocal despretensioso de Doug Martsch. As melodias que compõem as músicas são muito inspiradas e em algumas delas aparecem arranjos de violoncelo e mellotrom, prevendo um pouco do que viria a seguir com o profundo Perfect From Now On (1995). As letras permeiam em um sentimentalismo filosófico, porem  sincero. Doug aqui discute alguns dilemas existenciais de maneira muito abstrata

Os pontos altos do disco são vários, destaque inicialmente para "Car" que é uma das mais famosas da banda e para a sequencia "Twin Falls/Some" onde o álbum já passa por um momento de maior profundidade. A faixa mais bem produzida do disco é "Stab" que possuí muitas variações.

É provavelmente o disco mais pop do Built To Spill, do ponto de vista artístico ele é perfeito em sua simplicidade. Pouco lembra a complexidade do álbum seguinte. Bastante recomendável para quem deseja conhecer a banda.


04 - Car


12 - Stab

Grand Funk Railroad - Grand Funk (a.k.a The Red Album) (1969)



01 - Got This Thing On The Move
02 - Please Don't Worry
03 - High Falootin' Woman
04 - Mr. Limousine Driver
05 - In Need
06 - Winder And My Soul
07 - Paranoid
08 - Inside Looking Out

Bonus Tracks

1 - Nothing Is The Same
2 - Mr. Limousine Driver (alternate version)

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Grand Funk é um daqueles discos que qualquer fã de rock deve ouvir. O trio formado pelo vocalista e guitarrista Mark Farner, Don Brewer na bateria e vocal e o baixista Mel Schacher esbanja muita técnica e um entrosamento fora do comum. Entre as referencias sonoras do álbum estão o funk e o groove. Mas apesar disto, o som do álbum é um rock bastante sólido e enérgico. Há momentos em que o trio executa com tanta força as canções que chega a ser difícil acreditar que são apenas três caras que estão fazendo todo aquele som.

Nesse disco a banda traz um de seus grandes clássicos. O cover "Inside Looking Out" se tornou peça obrigatória nos setlists do Grand Funk Railroad. Também merece destaque  "In Need" e a forte "Paranoid"

Um grande álbum que conseguiu conciliar um rock básico com uma estruturação rica e bem elaborada em suas canções.



01 - Got This Thing On The Move



08 - Inside Looking Out



domingo, 14 de agosto de 2011

Lark's Tongues In Aspic - King Crimson (1973)


01 - Lark's Tongues In Aspic Part I
02 - Book Of Saturday
03 - Exiles
04 - Easy Money
05 - Talking Drum
06 - Lark's Tongues In Aspic Part II

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Em seu quinto álbum, o King Crimson faz uma completa renovação. Mudando drasticamente sua formação (apenas Robert Fripp da formação original) e seu som. Para gravar Lark's... a banda contou com o baterista Bill Bruford, que havia deixado o Yes; o baixista e vocalista Jhon Wetton (ex-Family); o violinista David Cross e o percussionista Jamie Muir. Com esse novo time de músicos, o King Crimson estava preparado para realizar uma grande revolução em seu som. Trazendo um som mais pesado - na fronteira do Heavy Metal -  e com a presença do violino, em detrimento do sax dos álbuns anteriores.

O álbum é quase todo caótico, apesar de conter momentos de sutileza  nas faixas cantadas. "Book Of Saturday" é uma bela e suave canção poética, que conta com a guitarra tão virtuosa quanto suave de Fripp. "Exiles" é provavelmente a mais frequentemente citada como melhor música do disco, com seus lindos arranjos de violino e um solo de guitarra muito emocionado, que vem leve como um sussurro, mas capaz de levar o ouvinte a um estado de êxtase fora do comum. Já "Easy Money" tem uma letra que ironiza um pouco os artistas que não buscam ampliar seus horizontes musicais. As 3 faixas instrumentais são mais experimentais e longas. A primeira parte da faixa titulo é a mais longa do disco, marcada pelo exótico trabalho com as percussões, riffs poderosíssimos de guitarra e mutias variações sonoras. A segunda parte de "Lark's..." é mais constante, porém mais dramática. A quinta faixa, "Talking Drum" também é bastante interessante. A música começa com um barulho de vento que logo é perturbado pelo baixo constante de Jhon Wetton, ao longo da música os outros instrumentos vão se sobrepondo, até que a música chega em seu êxtase caótico e termina.

Um dos álbuns mais importantes do rock progressivo e um dos melhores do King Crimson, inferior apenas ao primeiro.

01 - Larks Tongues In Aspic Part I


03 - Exiles