domingo, 3 de julho de 2011

King Crimson - In The Court Of The Crimson King (1969)






1 - 21st Century Schizoid Man
2- - I Talk To The Wind
3 - Epitaph
4 - Moonchild
5 - The Court Of The Crimson King


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O que falar do King Crimson? Dizer que é uma banda genial é como "chover no molhado", mas para ser mais direto, pretendo falar um pouco sobre o disco de estreia desta banda que foi uma das inventoras do rock progressivo.

No final da década de 60 - que foi o período mais criativo do rock - estavam surgindo as bases de todas as tendencias musicais que vingariam na década seguinte. Foi quando em 1969 um grupo de músicos liderados pelo britânico Robert Fripp formaram o King Crimson. Em seu álbum de estréia a banda apresentou algo totalmente novo para o contexto que se passava naquela época. Músicas bem elaboradas, longas, experimentais, letras poéticas e melancolias, vocais sombrios, arranjos jazzisticos e muita criatividade marcam o seus álbum de estreia.

O disco começa com um riff de sax poderoso e apocalíptico. A música segue com um desenvolvimento rápido - levado pela brilhante bateria de Michael Giles - arranjos de Jazz e muitas mudanças de ritmo. 21st Century Schizoid Man tem uma letra que compõe visões sobre o individuo na sociedade futurista. A sociedade é descrita a partir de imagens abstratas "Cat Food, Iron Claw; Death Seed" ou por previsões de uma paranoia do consumo "Neuro-surgeons scream for more"; "Nothing he's got he really needs"

Em seguida, vez a minha faixa preferida do álbum. I Talk To The Wind é iniciada  por uma flauta. suavemente tocada por Ian McDonald que introduz à música um clima mais sutil do que o da faixa anterior. Quebrando um pouco a virtuose que abria o disco e iniciando uma atmosfera mais calma. Um grande destaque dessa faixa deve ser dado ao baterista Michael Giles que conseguiu unir muita suavidade com técnica e improviso. A bateria passa por constantes mudanças de velocidade. A sensação que se tem é a de que cada nota está sendo tocada perfeitamente em seu tempo. A letra é composta por um belo poema sobre a solidão, onde o eu-lirico mostra as suas inseguranças. É o tipo de música que é carregada de uma emoção verdadeira. A letra consegue atingir uma grande profundidade e consegue narrar com precisão as sensações mais abstratas que se possa imaginar "Im on the outside, looking inside, wath do i see? Much confusion, disilusion, all arround me"

Epitaph é a faixa mais e triste do álbum. É uma música que é acompanhada pelo violão e uma orquestra de mellotron que a introduz em um clima denso e melancólico. Os vocais de Greg Lake também contribuem para manter o clima angustiante da música. A letra mais uma vez fala sobre a condição do espirito humano, o que leva alguns fãs e críticos a crer que In The Court Of The Crimson King seja uma um álbum conceitual. Outro aspecto que pode levar a esse julgamento é a ideia de que os quatro primeiros trabalhos do King Crimson estariam todos relacionados a mitologia ocidental, onde cada álbum representaria um elemento. O primeiro álbum representaria o vento. O seguinte a água. O terceiro álbum, Lizard, representa o fogo, já o quarto trabalho, Islands representa o elemento terra.

Em seguida, chegamos em Moonchild, uma faixa que para muitos seria perfeita se terminasse aos 2 min de música. Para mim, essa música é bastante importante para o álbum pois ela contem algo que seria muito presente na carreira do King Crimson - o experimentalismo. A partir dos 2min e meio se inicia um grande improviso jazzístico que dura até o encerramento da música. É uma bela faixa que divide opiniões.

Por fim, a faixa titulo do disco conta com uma atmosfera medieval - invocada pela flauta de Ian McDonald, um fundo contando com a presença do mellotron e um refrão cantado em coro por toda a banda. O baterista Michael Giles aparece bastante mais uma vez.

Para muitos, o melhor álbum da banda mestre do rock progressivo. Um álbum para mudar seus conceitos sobre música.


01 - 21st Century Schizoid Man


02 - I Talk To The Wind


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