sábado, 30 de julho de 2011

Ave Sangria - Ave Sangria (1974)



1. Dois Navegantes
2. Lá Fora
3. Três Margaridas
4. O Pirata
5. Momento na Praça
6. Cidade Grande
7. Seu Waldir
8. Hei! Man
9. Por Que?
10. Corpo em Chamas
11. Geórgia, a Carniceira
12. Sob o Sol de Satã

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Ave Sangria foi uma das bandas mais legendárias da história do rock psicodélico brasileiro. Sua curta, porem efervescente carreira deixou um legado de dois álbuns, sendo um de estúdio e um ao vivo. O seu primeiro álbum intitulado Ave Sangria é considerado um clássico supremo da cena nordestina psicodélica dos anos 70

Existem uma série de mitos que circundam a história da banda. Dizem que os integrantes usavam batom e se beijavam em palco. Anos depois a banda esclareceu que o batom na verdade era mertiolate e que a história do beijo era apenas boato. Mas devido ao visual chocante e suas performances ao vivo, a banda acabou recebendo o apelido de "Stones do nordeste". Segundo o cantor e letrista Marco Polo, o nome da banda (que ja se chamou Tamarineira Village) surgiu de uma cigana maluca que fez para eles um poema os chamando de "Aves Sangrias". A banda gostou do apelido pois remetia a liberdade e poesia de seu trabalho.

A pouca experiência de estúdio e a escassez de recursos acabou gerando problemas na gravação. O som acabou ficando um pouco mais "amaciado" do que eles pretendiam, culminando em um trabalho mais acústico. Como se não bastasse, a banda encontrou problemas com a arte da capa (que foi mudada pela gravadora para driblar os direitos autorais) e com a divulgação. O disco sofreu com a censura por causa de seu conteúdo polêmico. Dizem que a grande responsável pela proibição foi a faixa "Seu Waldir" que segundo os conservadores seria um ode ao homossexualismo. De fato, o conteúdo era muito forte para a época.

A sonoridade do álbum permeia em torno da envolvente mistura de rock psicodélico com música nordestina tradicional. Tudo começa com a levada alucinante de "Dois Navegantes", passando pela alegre "Lá Fora" e a poética "Três Margaridas". A faixa mais conhecida é "O Pirata", uma divertida balada que fala sobre aventura. Apesar do resultado ser menos estridente do que o pretendido pela banda, aqui aparecem uns bons momentos de rock n roll agressivo, como na música "Corpo Em Chamas" e "Cidade Grande", ou até mesmo no refrão de "Momento Na Praça".

Ave Sangria é um disco legendário e importantíssimo dentro de sua cena, sendo referencia para fãs de rock psicodélico até hoje. Praticamente obrigatório pra quem quer conhecer melhor a música brasileira.

01 - Dois Navegantes



04 - O Pirata


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Depois Do Fim - Bacamarte (1983)



1 - UFO
2 - Smog Alado
3 - Miragem
4 - Pássaro De Luz
5 - Caño
6 - Último Entardecer
7 - Controvérsia
8 - Depois Do FIm
9 - Mirante Das Estrelas

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Depois Do Fim é o primeiro álbum da banda brasileira de rock progressivo Bacamarte. Apesar de ter sido gravado na década de 80, o disco possui características da fase setentista do rock progressivo. O álbum é frequentemente citado como um dos maiores trabalhos do gênero de todos os tempos. A comunidade Prog Archives o colocou em 35ª lugar na lista de 100 Melhores Álbuns de Rock Progressivo De Todos Os Tempos, e com razão. Depois Do Fim não fica muito atrás dos melhores álbuns do Emerson Lake & Palmer ou Yes em termos de qualidade.

O time de músicos compostor por: Jane Duboc nos vocais, Mario Neto no violão/guitarra, Marcus Moura na flauta e acordeon, Mr Paul na percussão,  Delto Simas no baixo, Marcos Veríssimo na bateria e o tecladista Sergio Villarim; mostra muita qualidade ao longo do disco, sendo difícil citar um único destaque. Predomina no álbum, uma instrumentação muito rica e virtuosa, O teclado de Sergio Villarim mantém a sonoridade alucinante do início ao fim. Como em "Controvérsia" (destaque para a linha de baixo) ou na épica "Mirante Das Estrelas". O guitarrista Mario Neto também mostra bastante sensibilidade na faixa "Pássaro De Luz" e no solo de  magnifico de "Último Entardecer". As letras do álbum parecem permear em um ambiente apocalíptico, abordando temas como destino e mitologia.

O álbum é incrível, mais valorizado pela crítica estrangeira do que pelo público brasileiro. Um grande clássico do rock progressivo brasileiro e internacional.

04 - Pássaro De Luz



06 - Último Entardecer

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Tomahawk - Tomahawk (2001)


1 - Flashback
2 - 101 North
3 - Point and Click
4 - God Hates a Coward
5 - POP 1
6 - Sweet Smell of Success
7 - Sir Yes Sir
8 - Jockstrap
9 - Cul de Sac
10 - Malocchio
11 - Honeymoon
12 - Laredo
13 - Narcosis

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Tomahawk é um dos projetos mais acessíveis do sempre versátil Mike Patton. A banda lançou 3 álbuns, o primeiro auto intitulado Tomahawk é constituído por um metal alternativo bastante direto, com passagens vocálicas estridentes e uma ambientação muito agressiva (beirando o sádico). Alguns elementos de avant-garde aparecem aqui. Alguns arranjos eletrônicos ou de teclados fazem um plano de fundo bastante rico, apesar de o grande diferencial do álbum ser o seu andamento relativamente veloz e o uso completamente insano e original da voz do Mike Patton, que faz jus aos seu apelido de "homens das mil vozes". Em uma única faixa ele é capaz de passar de coro para um gutural matador, e até rap. Além de utilizar com maestria os mais diversos efeitos.

Além de Mike Patton, a banda conta com o guitarrista Duane Denison, o baixista Kevin Rutmanis e o baterista Jhon Stainer.

O álbum é excelente. Praticamente todas as canções possuem refrões poderosos que passam bastante energia. Em seus álbum seguintes, o Tomahawk já tomou características mais experimentalistas, vide seu terceiro álbum lançado em 2007 chamado Anonymous, onde a banda chegou a utilizar elementos da música indígena norte-americana


01 - Flashback


04 - God Hates A Coward




quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mellon Collie And The Infinite Sadness - The Smashing Pumpkins (1995)


Disco 1 - Dawn To Dusk

1 - Mellon Collie And The Infinite Sadness
2 - Tonight, Tonight
3 - Jellybelly
4 - Zero
5 - Here Is No Why
6 - Bullet with Butterfly Wings
7 - To Forgive
8 - Fuck You (An Ode To No One)
9 - Love
10 - Cupid De Locke
11 - Galapogos
12 - Muzzle
13 - Porcelina Of The Vast Oceans
14 - Take Me Down

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Disco 2 - Twilight To Starlight

1 - Where Boys Fear To Tread
2 - Bodies
3 - Thirty-Three
4 - In The Arms Of Sleep
5 - 1979
6 - Tales Of a Scorched Earth
7 - Thru The Eyes Of Ruby
8 - Stumbleine
9 - X.Y.U.
10 - We Only Come Out At Night
11 - Beautiful
12 - Lily (My One And Only)
13 - By Starlight
14 - Farewell And Goodnight

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Em 1995 o Smashing Pumpkins já poderia ser considerado uma marca de sucesso, graças ao seu segundo álbum, o Siamese Dream. Entretanto foi em seu terceiro disco que a banda conseguiu atingir o seu auge de criatividade.

Mellon Colie And The Infinite Sadness é o álbum duplo mais vendido da história. Atingindo 8 milhões de cópias vendidas. A ideia era fazer dois discos que explorassem a temática do álbum de maneiras distintas. "Um disco para ouvir de dia e outro para ouvir a noite". No vinil, os 4 lados são organizados de maneira que cada um deles apresenta uma faceta diferente do álbum. O lado um chamado Dawn, por exemplo, contém algumas das canções mais sutis do disco, como "Thirty-Tree" e "In The Arms Of Sleep". Enquanto o lado cinco intitulado Midnight vem com as raivosas e barulhentas "Zero" e "Fuck You (An Ode To No One)". Quando foi lançado em CD a ordem das músicas foi alterada. Nessa nova ordem o disco 1 e o disco 2 já  apresentam algum dialogo entre si, mas mantendo a ideia de dualidade sonora que faz referência à dualidade das emoções humanas -  tema central do álbum.

O disco começa com a faixa titulo que é um doce instrumental de piano que dá o tom para a grandiosa "Tonight Tonight", uma bela canção sobre esperança e destino. O clima otimista é logo quebrado pela destruidora "Jellybelly" que vem repleta de desabafos depressivos, onde Corgan chega a dizer que "viver me deixa doente, tão doente que eu gostaria de morrer". Mostrando que Billy Corgan continuava altamente sentimental como compositor. Há espaço para mais frustrações em "Zero" onde Corgan canta um hino descontente que fez um contato bastante emotivo com sua geração. "Here Is No Why" vem com um andamento mais lento que o das faixas anteriores e uma letra sobre suas ambições de se tornar uma estrela do rock. É uma das melhores faixas do disco por causa de seu refrão cortante, onde pode-se perceber que a voz excêntrica de Billy é perfeitamente compatível com o conteúdo sentimental de suas músicas.

A viagem pelas emoções humanas continua na épica "Porcelina Of The Vast Oceans", repleta de imagens vagas e abstratas. Além das apaixonadas baladas de "In The Arms Of Sleep" que parece uma típica canção de amor com sua poesia sutil e ingenua, e a nostálgica "1979" onde Corgan deixa clara a sua inspiração na música eletrônica.

Em Mellon Collie... A banda rompe as barreiras do rock convencional chegando em sonoridades mais complexas e diversificadas. Um álbum simplesmente genial que conseguiu juntar toda a técnica e perfeição que havia disponível com uma incorporação muito emotiva.



CD 1

02 - Tonight Tonight





04 - Here Is No Why





CD2

05 - 1979




Marquee Moon - Television (1977)


1 - See No Evil
2 - Venus
3 - Friction
4 - Marquee Moon
5 - Elevation
6 - Guiding It
7 - Prove It
8 - Tom Curtain

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Marquee Moon é o primeiro álbum do Television, o melhor deles e um dos melhores da cena CBGB nova iorquina.

O álbum em si é muito bem produzido, contando com uma instrumentação virtuosa e frenética acompanhada de um leve toque de Soul e até mesmo Jazz. Apesar de contar com músicas mais longas e de instrumentação mais complexa e virtuosa, repleta de solos e riffs de guitarra sobrepostos, o Marquee Moon mantém a empolgação e o frenesi de seus antepassados punks ao mesmo tempo que prevê o que viria a seguir no movimento Post-Punk do final da década de 70 início de 80.

A faixa titulo é a joia central do álbum. Com seus 10 minutos de duração ela consegue manter a mesma empolgação do início ao fim, com seus solos guitarra bastante originais e bem encorpados. Também merecem destaque a envolvente "Venus" e a rápida "See No Evil", além de "Prove It" e "Friction"

Um álbum inovador que apesar de não ter sido bem recebido comercialmente foi aclamado pela crítica e serviu de inspiração para várias bandas das décadas seguintes.

02 - Venus


04 - Marquee Moon


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Atom Heart Mother - Pink Floyd (1970)



1 - Atom Heart Mother
    a) Father's Shout
    b) Breast Milky
    c) Mother Fore
    d) Funky Dung
    e) Mind Your Throats, Please
    f) Remergence
2 - If
3 - Summer '68
4 - Fat Old Sun
5 - Alan's Psychodelic Breakfast
    a) Rise And Shine
    b) Sunny Side Up
    c) Morning Glory



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Atom Heart Mother é um daqueles discos que dividem opiniões, por ser muito pretensioso é muito difícil permanecer indiferente diante dele. Apesar de ter alcançado uma vendagem significativa (chegou ao número 1 de vendas no Reino Unido e Nº 55 nos EUA) e de ser o preferido de muitos fãs, o Atom Heart Mother é tratado com certo desdém pelo próprio Pink Floyd. Roger Waters certa vez teria dito que "O Atom Heart Mother é uma bela peça para ser mandada para o lixo e não ser ouvida por ninguém! [...] Era um bocado pomposa e não falava sobre nada"

A começar pela capa enigmática (e para alguns cômica) onde aparece uma fotografia de uma vaca de raça Holandesa e Normanda que se tornaria "ponto turístico" mais tarde, o Atom Heart Mother é obscuro por completo. A faixa titulo dá o tom com uma orquestra completa tocando uma melodia intensa, épica e misteriosa. Contando também com solos de guitarra e corais que dão um ar ainda mais sinistro à musica. A faixa é dividida em sete partes e tem 23 minutos de duração, que para ouvintes menos acostumados com rock progressivo pode ser indigesta, mas para quem sabe apreciar os climas sonoros a duração da faixa se torna indiferente frente ao prazer de ouvi-la. Outra faixa mais complexa é a última "Alan's Psychedelic Breakfast" dividida em 3 partes e com 13 minutos de duração. Trata-se de uma grande viagem psicodélica que conta com a presença de sons de objetos domésticos.

Entre as duas faixas mais longas encontram-se as outras 3 mais simples. "If" é uma doce canção de Roger Waters cantada suavemente e contando apenas com um violão dedilhado. "Fat Old Sun" é a minha faixa preferida do disco, trata-se de uma das mais belas músicas do Floyd,. e "Summer '68" conta com um refrão psicodélico embalado pelo piano de Rick Wright.



01 - Atom Heart Mother



04 - Fat Old Sun


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Superunknown - Soundgarden (1994)



1. Let Me Drown
2. My Wave
3. Fell On Black Days
4. Mailman
5. Superunknown
6. Head Down
7. Black Hole Sun
8. Spoonman
9. Limo Wreck
10. The Day I Tried To Live
11. Kickstand
12. Fresh Tendrils
13. 4th Of July
14. Half
15. Like Suicide
16. She Likes Surprises

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Apontado muitas vezes com um dos pioneiros da famosa cena grunge, o Soundgarden é uma banda de grande peso na década de 90. Em seu quarto álbum, o Soundgarden apresenta algumas inovações que o diferenciam das demais bandas de Seattle daquela época.

O álbum tem um andamento moderado e bastante versatilidade, além de contar com um clima um tanto sinistro que permanece ao longo do disco e uma forte presença de riffs de guitarra. A performance de Chris Cornell nos vocais é melódica, peculiar, limpa e muitas vezes sentimental ao cantar as letras melancólicas e repletas de metáforas. O que permitiu que o álbum se tornasse mais acessível aos fãs de rock alternativo visto que as guitarras pesadas o colocaram na fronteira do Heavy Metal.

A banda fez uso de uma percussão densa e pouco convencional e algumas experimentações, que deram ao Superunknown um lugar de destaque frente à trabalhos similares. Como é notável na incorporação oriental de "Half" que também é cantada por uma voz feminina de criança, elevando o clima sinistro que permeia o álbum. As letras são geralmente obscuras, tratando de temas como o suicidio em "Just Like Suicide", além da emotiva"Black Hole Sun" que se tornou um hino para os descontentes e tem um clipe caprichosamente bizarro , que venceu o  Grammy de Melhor Canção de Rock no ano seguinte.  Merecem destaque também as depressivas "4th July"  que conta com  baixo e guitarra extremamente densos e "Head Down" que é acompanhada por uma melodia perturbadora de violão. O violão também aparece e "Felt On Black Days" que fala sobre a depressão.

Com o Superunknown, o Soundgarden atingiu o maisntream e perpetuou o seu nome na história de um dos movimentos mais marcantes da história do rock. A revista Rolling Stone colocou Superunknown na posição 336 no ranking de 500 melhores álbuns de todos os tempos e a banda conseguiu dois grammies no ano seguinte.

06 - Head Down





07 - Black Hole Sun



segunda-feira, 4 de julho de 2011

Perfect From Now On - Built To Spill (1997)



01 - Randy Described Eternity – 6:09
02 - I Would Hurt a Fly – 6:15
03 - Stop the Show – 6:26
04 - Made-Up Dreams – 4.52
05 - Velvet Waltz – 8:33
06 - Out of Site – 5:33
07 - Kicked It in the Sun – 7:32
08 - Untrustable/Part 2 (About Someone Else) – 8:53


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Perfect From Now On é o terceiro álbum da banda americana de indie rock Built To Spill.
A banda liderada pelo guitarrista/vocalista Doug Martsch já havia apresentado um trabalho digno de menção no anterior Theres Nothing Wrong With Love. Que era um álbum bastante acessível, repleto de arranjos de simples e melodias pop. Porém, somente no seu terceiro trabalho que a banda mostrou que era capaz de fazer um som mais profundo e complexo.

O Perfect From Now On é marcado por músicas de estrutura longa e complexa, com guitarras barulhentas e cheias de efeitos e a presença de arranjos de violoncelo e até mesmo mellotron. O álbum em si é melancólico e sentimental. O sentimento é passado através das melodias bem trabalhadas e pelo próprio desenvolvimento lento das canções. As músicas são bem lentas e arrastadas. Há quem diga que seja o álbum que mais aproximou o gênero alternativo da progressividade.

Em Perfect From Now On, o Built To Spill representa muito bem a cena indie americana da década de 90. Mostrando o quanto o gênero pode apresentar trabalhos maduros e profundos.


05 - Velvet Waltz





07 - Kicked It In The Sun

domingo, 3 de julho de 2011

I Can Hear The Heart Beating As One - Yo La Tengo (1997)




"Return to Hot Chicken" – 1:38
"Moby Octopad" – 5:48
"Sugarcube" – 3:21
"Damage" – 4:39
"Deeper into Movies" – 5:23
"Shadows" – 2:27
"Stockholm Syndrome" – 2:51
"Autumn Sweater" – 5:18
"Little Honda" – 3:07 (Brian Wilson, Mike Love)
"Green Arrow" – 5:43
"One PM Again" – 2:25
"The Lie and How We Told It" – 3:19
"Center of Gravity" – 2:42
"Spec Bebop" – 10:40
"We're an American Band" – 6:25
"My Little Corner of the World" (Bob Hilliard, Lee Pockriss) – 2:24


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No mundo da música existem vários artistas que nunca alcançaram o sucesso merecido. Apresento-lhes Yo La Tengo.

Eu conheci o Yo La Tengo assitindo MTV de madrugada. No clipe um trio composto por um casal e um homem com aparência nerd apareciam em uma gravadora onde seriam dispensados e encaminhados para uma “escola de rock” para que eles aprenderiam a ser estrelas. No clipe uma figura que satiriza Gene Simons tenta ensiná-los a pular e quebrar guitarras. Coincidência ou não, o clipe lembra bastante a trajetória do Yo La Tengo.

Quando baixei o I Cam Hear The Heart Beating As One me surpreendi com a qualidade e originalidade da obra. Ao buscar informações sobre a banda na internet descubro que ela é pouco famosa, lembrada apenas por um pequeno numero de fãs de alternativo que a idolatram. Sua trajetória foi marcada pelo anonimato, mas principalmente pela importância dentro do estilo, sendo um dos influentes para toda a onda alternativa que surgiria na década de 90.

O som deles é difícil de descrever de maneira simplória. É alternativo por excelência. Transitando entre guitarras distorcidas que lembram o Velvet Underground e Sonic Youth e as melodias pop e arranjos mais simples.

I Cam Hear The Heart Beating As One é o trabalho mais lembrado da banda. O álbum é composto por 16 variadas músicas. Sendo a maioria delas verdadeiras jóias. “Surgarcube” é uma típica música de pop alternativo. “Deeper Into Movies” tem uma melodia maravilhosa e uma guitarra constante. “Shadows” é uma doce balada cantada pela voz suave de Georgia Hubley. Que lidera a banda junto ao marido Ira Kaplan.

O álbum continua apresentando um pop simples com a acústica “Stockholm Syndrome” e a eletrônica “Autum Sweater”. O disco ainda tem espaço para experimentalismos e faixas instrumentais, nas guitarras distorcidas de “Spec Bebop” e na relaxante slide-guitar de “Green Arrow”. Também aparece no álbum um pouco de bossa nova, na música “Center Of Gravity”

Apesar da pouca fama o álbum conseguiu ser incluído na lista da SPIN Magazine’s dos 90 melhores álbuns da década de 90. Aparecendo em 51ª lugar. Muito pouco para um álbum que é obrigatório para os fãs de rock alternativo.

05 - Deeper Into Movies

08 - Autumn Sweater



The Madcap Laughs - Syd Barrett (1970)




01 - Terrapin (5:04)
02 - No Good Trying (3:26)
03 - Love You (2:30)
04 - No Man's Land (3:03)
05 - Dark Globe (2:02)
06 - Here I Go (3:11)
07 - Octopus (3:47)
08 - Golden Hair (1:59)
09 - Long Gone (2:50)
10 - She Took a Long Cold Look (1:55)
11 - Feel (2:17)
12 - If It's in You (2:26)
13 - Late Night (3:10)


Faixas-bônus:

14 - Octopus Takes (1 & 2) (3:09)
15 - It's no good trying (Takes 5) (6:22)
16 - Love You (Take 1) (2:28)
17 - Love You (Take 3) (2:11)
18 - She Took a long Cold Look at me (Take 4) (2:44)
19 - Golden Hair (Take 5) (2:28)


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Dizem que a personalidade do artista influencia diretamente a sua obra. Por mais que não seja de sua intenção e muitas vezes nem sequer de sua consciência, as marcas mais profundas da mente do autor estão sempre presentes em sua produção. Seja de forma mais profunda ou de forma mais direta. No caso de um artista enigmático com uma personalidade difícil marcada por problemas mentais e uso estupendo de LSD como Syd Barrett, sua obra parece com um espelho de toda a confusão mental que ele vivia. Em The Madcap Laughs, Syd apresenta uma obra que a primeira vista parece muito despretensiosa com uma espontaneidade assustadora. Apesar de estar cercado de artistas, entre eles, os seus ex companheiros de Pink Floyd, sua condição psicológica o manteve em um isolamento pessoal que foi determinante para que o disco ficasse tão autentico e descontraído.

A obra é simples se tratando de arranjos. A faixa que inicia a obra, “Terrapin” é uma bela canção de amor que conta apenas com o violão e algumas frases de guitarra no fundo. A fórmula minimalista e sutil se repete em faixas como “Long Gone” e a sensacional “Dark Globe” onde Syd canta como um uivo desafinado e frenético de maneira totalmente própria. Em “Late Night” que encerra o disco, Syd canta calmamente acompanhado de um maravilhoso riff de slide-guitar, que foi tocado com um isqueiro. O Disco também tem espaço para o pop excêntrico de “Here I Go” e “Love You”. Syd Barrett toca guitarra e canta como se estivesse sozinho em casa.

A psicodelia aqui nada lembra o caos sonoro e o experimentalismo do Piper At The Gates Of Dawn. É um álbum simples e suave. Syd Barrett aqui deixou sua marca com um trabalho que é ao mesmo tempo estranho e de fácil assimilação.



01 - Terrapin


06 - Here I Go


King Crimson - In The Court Of The Crimson King (1969)






1 - 21st Century Schizoid Man
2- - I Talk To The Wind
3 - Epitaph
4 - Moonchild
5 - The Court Of The Crimson King


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O que falar do King Crimson? Dizer que é uma banda genial é como "chover no molhado", mas para ser mais direto, pretendo falar um pouco sobre o disco de estreia desta banda que foi uma das inventoras do rock progressivo.

No final da década de 60 - que foi o período mais criativo do rock - estavam surgindo as bases de todas as tendencias musicais que vingariam na década seguinte. Foi quando em 1969 um grupo de músicos liderados pelo britânico Robert Fripp formaram o King Crimson. Em seu álbum de estréia a banda apresentou algo totalmente novo para o contexto que se passava naquela época. Músicas bem elaboradas, longas, experimentais, letras poéticas e melancolias, vocais sombrios, arranjos jazzisticos e muita criatividade marcam o seus álbum de estreia.

O disco começa com um riff de sax poderoso e apocalíptico. A música segue com um desenvolvimento rápido - levado pela brilhante bateria de Michael Giles - arranjos de Jazz e muitas mudanças de ritmo. 21st Century Schizoid Man tem uma letra que compõe visões sobre o individuo na sociedade futurista. A sociedade é descrita a partir de imagens abstratas "Cat Food, Iron Claw; Death Seed" ou por previsões de uma paranoia do consumo "Neuro-surgeons scream for more"; "Nothing he's got he really needs"

Em seguida, vez a minha faixa preferida do álbum. I Talk To The Wind é iniciada  por uma flauta. suavemente tocada por Ian McDonald que introduz à música um clima mais sutil do que o da faixa anterior. Quebrando um pouco a virtuose que abria o disco e iniciando uma atmosfera mais calma. Um grande destaque dessa faixa deve ser dado ao baterista Michael Giles que conseguiu unir muita suavidade com técnica e improviso. A bateria passa por constantes mudanças de velocidade. A sensação que se tem é a de que cada nota está sendo tocada perfeitamente em seu tempo. A letra é composta por um belo poema sobre a solidão, onde o eu-lirico mostra as suas inseguranças. É o tipo de música que é carregada de uma emoção verdadeira. A letra consegue atingir uma grande profundidade e consegue narrar com precisão as sensações mais abstratas que se possa imaginar "Im on the outside, looking inside, wath do i see? Much confusion, disilusion, all arround me"

Epitaph é a faixa mais e triste do álbum. É uma música que é acompanhada pelo violão e uma orquestra de mellotron que a introduz em um clima denso e melancólico. Os vocais de Greg Lake também contribuem para manter o clima angustiante da música. A letra mais uma vez fala sobre a condição do espirito humano, o que leva alguns fãs e críticos a crer que In The Court Of The Crimson King seja uma um álbum conceitual. Outro aspecto que pode levar a esse julgamento é a ideia de que os quatro primeiros trabalhos do King Crimson estariam todos relacionados a mitologia ocidental, onde cada álbum representaria um elemento. O primeiro álbum representaria o vento. O seguinte a água. O terceiro álbum, Lizard, representa o fogo, já o quarto trabalho, Islands representa o elemento terra.

Em seguida, chegamos em Moonchild, uma faixa que para muitos seria perfeita se terminasse aos 2 min de música. Para mim, essa música é bastante importante para o álbum pois ela contem algo que seria muito presente na carreira do King Crimson - o experimentalismo. A partir dos 2min e meio se inicia um grande improviso jazzístico que dura até o encerramento da música. É uma bela faixa que divide opiniões.

Por fim, a faixa titulo do disco conta com uma atmosfera medieval - invocada pela flauta de Ian McDonald, um fundo contando com a presença do mellotron e um refrão cantado em coro por toda a banda. O baterista Michael Giles aparece bastante mais uma vez.

Para muitos, o melhor álbum da banda mestre do rock progressivo. Um álbum para mudar seus conceitos sobre música.


01 - 21st Century Schizoid Man


02 - I Talk To The Wind


sábado, 2 de julho de 2011

Siamese Dream - The Smashing Pumpkins (1993)


"Cherub Rock" – 4:58
"Quiet" – 3:41
"Today" – 3:19
"Hummer" – 6:57
"Rocket" – 4:06
"Disarm" – 3:17
"Soma" (Corgan, James Iha) – 6:39
"Geek U.S.A." – 5:13
"Mayonaise" (Corgan, Iha) – 5:49
"Spaceboy" – 4:28
"Silverfuck" – 8:43
"Sweet Sweet" – 1:38
"Luna" – 3:20

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Ao ouvir o Siamese Dream a sensação que sem tem é a de que o cantor e compositor Billy Corgan lhe pediu para que você sentasse ao seu lado e ouvisse suas confissões e frustrações sobre um passado conturbado. Com problemas familiares e principalmente, um grande desejo de fazer do Smashing Pumpkins uma grande banda.

Em busca do sucesso, que não veio com o debut da banda lançado em 1991 - ofuscado pela cena de Seattle, o Smashing Pumpkins se trancou em longas e cansativas seções de estúdio de16h por dia.Para fazer um álbum que seria sua obra definitiva. O perfeccionismo de Billy Corgan e sua grande ambição tornaram o clima das gravações bastante tenso e exaustivo. Somado a isso, o guitarrista James Iha e a baixista D’arcy haviam acabado de romper um relacionamento e o baterista Jimmy Chamberlin estava viciado em drogas e álcool. O que levou a banda a deslocar a gravação do álbum para longe de Chicago, onde Chamberlin não poderia alimentar seu vicio. Outro problema que surgiu foi uma grande depressão com a qual Billy Corgan sofreu na época. Desencadeando um intenso bloqueio criativo . Para resolver o problema a banda optou por realizar sessões de terapia. Sessões estas que serviram de inspiração para as letras carregadas de exorcismos do Siamese Dream.

As contribuições de D’arcy e James Iha ao álbum são controversas. Existem suspeitas de que Billy Corgan tocou todos os intrumentos – contando apenas com o baterista Jimmy Chamberlin. As suspeitas são reforçadas nas freqüentes entrevistas de Corgan a cerca de seus ex companheiros de banda, onde ele costumava dizer que eles eram incompetentes e “não buscavam ampliar seus horizontes musicais”

Todas as circunstâncias problemáticas davam a entender que se o Siamese Dream não alcançasse o objetivo pretendido seria muito difícil a banda retornar a gravar junta. Toda a esperança dos quatro membros estava depositada no álbum.

O grande ponto do Siamese Dream são suas letras profundas e suas guitarras pesadas, acompanhadas da forte bateria do Chamberlin. Em Disarm, Corgan fala sobre problemas com seus pais. Em um desabafo cortante nos versos do refrão "The killer in me is the killer in you"
Today é a preferida de muitos fãs, fala-se que música foi escrita assim que Corgan se livrou de seu bloqueio criativo, o que explica atmosfera alegre e sentimental da música

"Today is the greatest day i ever know, cant live for tomorrow, tomorrow is much too long"



03 - Today

07 - Soma