segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Built To Spill - There's Nothing Wrong With Love (1994)



01 - In The Morning
02 - Reasons
03 - Big Dipper
04 - Car
05 - Fling
06 - Cleo
07 - The Source
08 - Twin Falls
09 - Some
10 - Distopian Dream Girl
11 - Israel's Song
12 - Stab
13 - Preview (unlisted track)

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There's Nothing Wrong With Love é o segundo álbum da banda americana de indie rock Built To Spill. Trata-se de uma verdadeira joia do rock alternativo, sendo uma das maiores referencias dentro da discografia da banda de Idaho.

O som do álbum é bastante simplista. Frases de guitarra muito criativas acompanhadas pelo vocal despretensioso de Doug Martsch. As melodias que compõem as músicas são muito inspiradas e em algumas delas aparecem arranjos de violoncelo e mellotrom, prevendo um pouco do que viria a seguir com o profundo Perfect From Now On (1995). As letras permeiam em um sentimentalismo filosófico, porem  sincero. Doug aqui discute alguns dilemas existenciais de maneira muito abstrata

Os pontos altos do disco são vários, destaque inicialmente para "Car" que é uma das mais famosas da banda e para a sequencia "Twin Falls/Some" onde o álbum já passa por um momento de maior profundidade. A faixa mais bem produzida do disco é "Stab" que possuí muitas variações.

É provavelmente o disco mais pop do Built To Spill, do ponto de vista artístico ele é perfeito em sua simplicidade. Pouco lembra a complexidade do álbum seguinte. Bastante recomendável para quem deseja conhecer a banda.


04 - Car


12 - Stab

Grand Funk Railroad - Grand Funk (a.k.a The Red Album) (1969)



01 - Got This Thing On The Move
02 - Please Don't Worry
03 - High Falootin' Woman
04 - Mr. Limousine Driver
05 - In Need
06 - Winder And My Soul
07 - Paranoid
08 - Inside Looking Out

Bonus Tracks

1 - Nothing Is The Same
2 - Mr. Limousine Driver (alternate version)

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Grand Funk é um daqueles discos que qualquer fã de rock deve ouvir. O trio formado pelo vocalista e guitarrista Mark Farner, Don Brewer na bateria e vocal e o baixista Mel Schacher esbanja muita técnica e um entrosamento fora do comum. Entre as referencias sonoras do álbum estão o funk e o groove. Mas apesar disto, o som do álbum é um rock bastante sólido e enérgico. Há momentos em que o trio executa com tanta força as canções que chega a ser difícil acreditar que são apenas três caras que estão fazendo todo aquele som.

Nesse disco a banda traz um de seus grandes clássicos. O cover "Inside Looking Out" se tornou peça obrigatória nos setlists do Grand Funk Railroad. Também merece destaque  "In Need" e a forte "Paranoid"

Um grande álbum que conseguiu conciliar um rock básico com uma estruturação rica e bem elaborada em suas canções.



01 - Got This Thing On The Move



08 - Inside Looking Out



domingo, 14 de agosto de 2011

Lark's Tongues In Aspic - King Crimson (1973)


01 - Lark's Tongues In Aspic Part I
02 - Book Of Saturday
03 - Exiles
04 - Easy Money
05 - Talking Drum
06 - Lark's Tongues In Aspic Part II

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Em seu quinto álbum, o King Crimson faz uma completa renovação. Mudando drasticamente sua formação (apenas Robert Fripp da formação original) e seu som. Para gravar Lark's... a banda contou com o baterista Bill Bruford, que havia deixado o Yes; o baixista e vocalista Jhon Wetton (ex-Family); o violinista David Cross e o percussionista Jamie Muir. Com esse novo time de músicos, o King Crimson estava preparado para realizar uma grande revolução em seu som. Trazendo um som mais pesado - na fronteira do Heavy Metal -  e com a presença do violino, em detrimento do sax dos álbuns anteriores.

O álbum é quase todo caótico, apesar de conter momentos de sutileza  nas faixas cantadas. "Book Of Saturday" é uma bela e suave canção poética, que conta com a guitarra tão virtuosa quanto suave de Fripp. "Exiles" é provavelmente a mais frequentemente citada como melhor música do disco, com seus lindos arranjos de violino e um solo de guitarra muito emocionado, que vem leve como um sussurro, mas capaz de levar o ouvinte a um estado de êxtase fora do comum. Já "Easy Money" tem uma letra que ironiza um pouco os artistas que não buscam ampliar seus horizontes musicais. As 3 faixas instrumentais são mais experimentais e longas. A primeira parte da faixa titulo é a mais longa do disco, marcada pelo exótico trabalho com as percussões, riffs poderosíssimos de guitarra e mutias variações sonoras. A segunda parte de "Lark's..." é mais constante, porém mais dramática. A quinta faixa, "Talking Drum" também é bastante interessante. A música começa com um barulho de vento que logo é perturbado pelo baixo constante de Jhon Wetton, ao longo da música os outros instrumentos vão se sobrepondo, até que a música chega em seu êxtase caótico e termina.

Um dos álbuns mais importantes do rock progressivo e um dos melhores do King Crimson, inferior apenas ao primeiro.

01 - Larks Tongues In Aspic Part I


03 - Exiles





sábado, 13 de agosto de 2011

I Against I - Bad Brains (1986)



01 - Intro
02 - I Against I
03 - House Of Suffering
04 - Re-Ignition
05 - Secret 77
06 - Let Me Help
07 - She's Calling You
08 - Sacred Love
09 - Hired Gun
10 - Return To Heaven

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Em seu terceiro disco, o Bad Brains conseguiu o seu apogeu criativo. Além de ter alcançado o seu grande sucesso comercial. I Againt I é um dos maiores clássicos do punk-hardcore Norte-Americano. O álbum contém uma poderosíssima mistura de Hardcore com Soul e muito Funk, influenciando várias bandas, como o Living Colour.

O vocal do disco é bastante feroz, o que pode ser percebido em músicas como "She's Calling You". Uma curiosidade: o vocal da faixa "Sacred Love" foi gravado a partir de um telefonema penitenciário, pois o vocalista HR estava preso por posse de maconha.


04 - Re-Ingnition


08 - Sacred Love


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Loveless - My Bloody Valentine (1991)


1 - Only Shallow
2 - Loomer
3 - Touched
4 - To Here Knows When
5 - When You Sleep    
6 - I Only Said
7 - Come In Alone
8 - Sometimes
9 - Blown A Wish
10 - Wath You Want
11 - Soon

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O Shoe-gazing é um subgênero do rock alternativo que surgiu no Reino Unido no final da década de 80 e início da década de 90. A banda irlandesa My Bloody Valentine liderada pelo guitarrista Kevin Shields foi uma das mais marcantes representantes da cena. O seu segundo disco, Loveless,  acabou se tornando um clássico supremo do Shoegazer e de todo o rock alternativo

O som é o resultado da combinação das guitarras tocadas da maneira mais barulhenta possível com um uso absurdo de efeitos, overdubs, tremolos e distorções, com melodias bem trabalhadas cantadas de um jeito bem sutil e "angelical". Minhas faixas preferidas são "Sometimes" que é uma das mais simples do disco, combinando barulho e beleza com uma letra sobre amor. Mas a grande joia do disco é a ultima faixa, "Soon", que é longa e tem um acompanhamento eletrônico bem legal.

Disco obrigatório pra fãs de rock alternativo, pois este tem um peso enorme dentro do estilo.



08 - Sometimes


11 - Soon











                                         

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Afrociberdelia - Chico Science & Nação Zumbi (1996)



01. Mateus Enter
02. O Cidadão do Mundo
03. Etnia
04. Quilombo Groove
05. Macô
06. Um Passeio no Mundo Livre
07. Samba do Lado
08. Maracatu Atômico
09. O Encontro de Isaac Asimov com Santos Dumont no Céu
10. Corpo de Lama
11. Sobremesa
12. Manguetown
13. Um Satélite na Cabeça
14. Baião Ambiental
15. Sangue de Bairro
16. Enquanto o Mundo Explode
17. Interlude Zumbi
18. Criança de Domingo
19. Amor de Muito
20. Samidarish
21. Maracatu Atômico (Atomic Version)
22. Maracatu Atômico (Ragga Mix)
23. Maracatu Atômico (Trip Hop)

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A carreira de Chico Science foi perfeita, apesar de curta, sua contribuição para a música brasileira é algo totalmente imensurável. Em seu primeiro álbum na companhia da banda Nação Zumbi, o poderoso Da Lama Ao Caos ele apresentou um conceito totalmente original para o rock da década de 90. O Manguebeat ali mostrado era uma incrível mistura de ritmos tradicionais pernambucanos (maracatu) com rock e muito funk.

Em seu álbum seguinte, Afrociberdelia, a banda já contava com uma disponibilidade maior de recursos, devido ao sucesso de seu primeiro trabalho. O segundo álbum é extremamente bem produzido, contando com arranjos mais cuidadosos, onde a banda mostra sua evolução.


O álbum orbita em torno de grandes doses de funk, e psicodelia. onde o guitarrista Lúcio Maia e o baixista Dengue mostram todo o seu talento. Porém é difícil citar um destaque em especial, pois todos os músicos consegue extrair o melhor de seu instrumento deixando claro suas influencias. O resultado é um álbum extremamente amplo quanto a sua sonoridade


05 - Macô


07 - Samba De Lado





terça-feira, 2 de agosto de 2011

Music From The Penguin Cafe - Penguin Cafe Orchestra (1976)



1 - Penguin Cafe Single
2 - Zopf
     a) From The Colonies
     b) In A Sydney Motel
     c) Surface Tension (Where The Tress Met The Sky)
     d) Milk
     e) Coronation
     f) Giles Fanab'y Dream
     g) Pigtail
3 - The Sound Of Someone You Love Who's Going Away And It Doesn't Metter
4 - Hugebay
5 - Chartered Flight

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Music From The Penguin Cafe é um álbum que pode ser classificado como um trabalho totalmente não convencional e ao mesmo tempo, relaxante e suave.  A começar pela seu conceito, que foi idealizado durante os delírios do guitarrista Simon Jeffes, que ficou internado por comer um peixe estragado. Apesar de todo esse contexto, o álbum é bastante agradável de se ouvir, divino na sua simplicidade.

O Penguin Cafe Orchestra é um quarteto formado Simon Jeffes na guitarra, Hellen Leibmann no celo, Steve Nye no piano e Gavyn Wright no violino. Na faixa "Zopf" que conta com sete movimentos, aparecem também Neil Rennie tocando ukelele e Emily Young cantando. Também merece ser destacado Brian Eno que produziu o disco.

O som do primeiro álbum do Penguin Cafe Orchestra é baseado em música clássica e um pop rock excêntrico, lembrando bastante o rock progressivo. Quase todas as faixas são instrumentais, sendo cantadas apenas alguns trechos da experimental "Zopf". A atmosfera do álbum é muito tranquila, o celo e o violino dão uma ambientação bastante relaxante. Apesar de não ter letra, algumas faixas possuem uma certa carga sentimental, é o caso de "The Sound Of Someone You Love Who Is Going Away And It Doesn't Metter", uma linda balada composta por um dedilhado de guitarra. Essa faixa é totalmente incrível, ela é totalmente instrumental, mas sua instrumentação é tão emocionante e clara no que quer passar que parece até uma poesia. O auge do disco é mantido em "Hugebaby" e na última faixa, "Chartered Flight

Um álbum muito criativo e acima de tudo, muito agradável. Agradando desde os fãs de baladas aos amantes de música experimental. Um disco para relaxar.


03 - The Sound Of Someone You Love Who's Going Away And It Doesn't Metter


04 - Hugebaby