sábado, 19 de novembro de 2011

Dinosaur Jr. - You're Living All Over Me (1987)



01 - Little Fury Things
02 - Kracked
03 - Sludgefest
04 - The Lung
05 - Raisans
06 - Tarpit
07 - In A Jar
08 - Lose
09 - Poledo


You're Living All Over Me é o terceiro disco do Dinosaur Jr. Ele é responsável por ter definido o som da banda, que influenciou toda uma geração de "guitar bands" pelo mundo inteiro. Com sua maneira única e barulhenta de toca guitarra, com solos longos e bem elaborados e o uso efeitos e tomadas sobrepostas. Com influencias de country-rock e heavy metal e principalmente Punk/post-punk.

Vale lembrar que durante a gravação do disco o clima entre J Mascis, Lou Barlow e Murph não era dos mais amigáveis. O proprio titulo, "you're living all over me" surgiu durante uma briga em uma viagem de turnê, em que Mascis gritou a tal frase para seus companheiros. Acontece que Mascis tinha um controle muito autoritário sobre a criação das músicas, com ideias muito especificas para a bateria de Murph, o que o incomodava profundamente. 

O disco já começa com "Little Fury Things" com um barulho infernal de guitarras distorcidas e uma melodia melancólica, mas viciante. Outra faixa que merece ser lembrada é "Sludgefest" que mostra a influencia do Heavy Metal sobre a banda, com seu riff estilo Iommi. Depois vem outro ponto alto em "Tarpit" (minha preferida do disco). É a faixa mais lenta do álbum, e a melodia dela é bem apreensiva. As guitarras parecem que vão encurralando você até que elas atingem o ponto máximo no final barulhento.

Meu disco preferido do Dinosaur Jr. que é uma das melhores bandas do rock alternativo =D

05 - Raisans



06 - Tarpit






Hum - You'd Prefer And Astronaut (1995)



01 - Little Dipper
02 - The Pod
03 - Stars
04 - Suicide Machine
05 - The Very Old Man
06 - Whi I Like Robins
07 - I'd Like Your Hair Long
08 - I Hate It Too
09 - Songs Of Farewell and Depture


Mais um bom disco esquecido dos anos 90, You'd Prefer An Astronaut terceiro disco do Hum. Dizem que o Hum é uma banda de post-hardcore, mas ouvindo eles da pra perceber alguns elementos do shoegazer e até mesmo do grunge de Seattle... ou seja, guitarras distorcidas com melodias bem trabalhadas e uma carga sentimental bem forte nas músicas.

O som do disco me parece ser bem limpo e bem produzido. Minhas faixas preferidas são "Stars", que tem uma letra bem poética/alternativa;  "I Hate It Too" com seu riff insistente que fica na sua cabeça o resto da semana inteira e a mais complexa "Songs Of Farewell and Depture" que é cheia de solos de guitarra sobrepostos. 

Bom apetite
03 - Stars



08 - I Hate It Too




sábado, 15 de outubro de 2011

Slint - Spiderland (1991)



01 - Breadcumb Tail
02 - Nosferatu Man 
03 - Don, Arman
04 - Washer
05 - For Dinner
06 - Good Morning, Captain


Spiderland é o segundo e último álbum de estúdio lançado pela banda americana Slint. 

O som do disco em si é muito misterioso. Dizem que ele foi responsável por definir a cena post-rock dos anos 90 que é composta por uma fusão de rock alternativo com jazz e rock progressivo. Mas esses elementos aparecem de forma muito sutil no som de Spiderland 

O álbum é todo melancólico. Isso vai desde as melodias até as letras, passando pelas frases de guitarras vagas e pelo jeito que Brian McMahan canta. A voz dele parece surgir apática, do nada, sem muita compatibilidade com o resto da música. 

O andamento é bastante lento... Descrito pelas guitarras que são quase sempre dedilhadas e de repente ficam pesadas e distorcidas. O som é bastante sutil e vago, mantendo o clima obscuro do inicio ao fim.

Enfim, é difícil descrever o som de Spiderland, melhor ouvir e tirar suas próprias conclusões ;)


03 - Don, Arman




04 - Washer



In The Wake Of Poseidon - King Crimson (1970)


01 - Peace: A Beginning
02 - Pictures of A City/42nd at Treadmill
03 - Cadance and Cascade
04 - In The Wake of Poseidon/Libra's Theme
05 - Peace: A Theme
06 - Cat Food
07 - The Devil's Triangle/Merdey Morn/Hand Of Sceiron/Garden Of Worm
08 - Peace: An End


O segundo álbum do King Crimson consegue manter praticamente toda a qualidade do aclamado In The Court... Com algumas pequenas mudanças na formação (entrada de Mell Colins no Sax principalmente). 

O som do álbum é bastante parecido com o do primeiro disco da banda. Com bastante Jazz e lirismo. Mas contendo agora um uso maior do violão e do sax. O álbum começa com a primeira parte da música "Peace" que é uma leve canção acústica intercalado em 3 partes ("A Begnning", "A Theme" e "An End"). A mesma formula foi usada na também leve "Candance And Cascade". Uma das mais bonitas músicas do King Crimson. A tranquilidade é quebrada com a caótica "Pictures Of A City" com um riff pesadissimo de sax e um solo de guitarra bastante louco no final. Além da misteriosa"The Devil's Triangle", uma música longa e experimental como grande parte das composições do King Crimson. Além da mais lembrada do disco "In The Wake Of Poseidon" que mostra uma estrutura bem tipica do rock progressivo e um trabalho espetacular do Greg Lake nos vocais e um improviso de violão de Robert Fripp no fundo.

Mais um ótimo disco da melhor banda de rock progressivo de todos os tempos ;) 


02 - Pictures Of A City



04 - In The Wake Of Poseiodon

sábado, 3 de setembro de 2011

Stone Temple Pilots - Core (1992)


01 - Dead & Botled
02 - Sex Type Thing
03 - Wicked Garden
04 - No Memory
05 - Sin
06 - Naked Sunday
07 - Creep
08 - Piece Of Pie
09 - Plush
10 - Wet My Bed
11 - Crackerman
12 - Where The River Goes


Core é o primeiro primeiro álbum da banda americana de rock alternativo Stone Temple Pilots. É o seu trabalho mais reconhecido, tendo alcançado uma vendagem considerável. Nesse álbum aparecem os maiores sucessos da banda, como "Crackerman", o hit "Plush" e a balada "Creep".

A banda sempre apresentou uma semelhança muito grande com as outras estrelas da cena grunge, como Nirvana e Pearl Jam. Mas apesar disto ela apresenta algumas fortes particularidades, como por exemplo,seus riffs mais puxados para o hard rock e a interpretação limpa e versátil do vocalista Scott Weilland. 

O disco é quase sempre de tirar o folego, o grande ápice vem com o refrão de "Sin" e a alucinante "Crackerman" (clara referencia à heroina) que tem uma pegada maravilhosa quando executada ao vivo com o Scott Weiland usando um megafone. Mas também aparecem baladas como a melancolica "Creep" e a já citada "Plush" que é provavelmente a musica mais famosa da banda. 

Um dos melhores discos do rock alternativo da década de 90. 

04/05 - No Memory/Sin





09 - Plush


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Built To Spill - There's Nothing Wrong With Love (1994)



01 - In The Morning
02 - Reasons
03 - Big Dipper
04 - Car
05 - Fling
06 - Cleo
07 - The Source
08 - Twin Falls
09 - Some
10 - Distopian Dream Girl
11 - Israel's Song
12 - Stab
13 - Preview (unlisted track)

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There's Nothing Wrong With Love é o segundo álbum da banda americana de indie rock Built To Spill. Trata-se de uma verdadeira joia do rock alternativo, sendo uma das maiores referencias dentro da discografia da banda de Idaho.

O som do álbum é bastante simplista. Frases de guitarra muito criativas acompanhadas pelo vocal despretensioso de Doug Martsch. As melodias que compõem as músicas são muito inspiradas e em algumas delas aparecem arranjos de violoncelo e mellotrom, prevendo um pouco do que viria a seguir com o profundo Perfect From Now On (1995). As letras permeiam em um sentimentalismo filosófico, porem  sincero. Doug aqui discute alguns dilemas existenciais de maneira muito abstrata

Os pontos altos do disco são vários, destaque inicialmente para "Car" que é uma das mais famosas da banda e para a sequencia "Twin Falls/Some" onde o álbum já passa por um momento de maior profundidade. A faixa mais bem produzida do disco é "Stab" que possuí muitas variações.

É provavelmente o disco mais pop do Built To Spill, do ponto de vista artístico ele é perfeito em sua simplicidade. Pouco lembra a complexidade do álbum seguinte. Bastante recomendável para quem deseja conhecer a banda.


04 - Car


12 - Stab

Grand Funk Railroad - Grand Funk (a.k.a The Red Album) (1969)



01 - Got This Thing On The Move
02 - Please Don't Worry
03 - High Falootin' Woman
04 - Mr. Limousine Driver
05 - In Need
06 - Winder And My Soul
07 - Paranoid
08 - Inside Looking Out

Bonus Tracks

1 - Nothing Is The Same
2 - Mr. Limousine Driver (alternate version)

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Grand Funk é um daqueles discos que qualquer fã de rock deve ouvir. O trio formado pelo vocalista e guitarrista Mark Farner, Don Brewer na bateria e vocal e o baixista Mel Schacher esbanja muita técnica e um entrosamento fora do comum. Entre as referencias sonoras do álbum estão o funk e o groove. Mas apesar disto, o som do álbum é um rock bastante sólido e enérgico. Há momentos em que o trio executa com tanta força as canções que chega a ser difícil acreditar que são apenas três caras que estão fazendo todo aquele som.

Nesse disco a banda traz um de seus grandes clássicos. O cover "Inside Looking Out" se tornou peça obrigatória nos setlists do Grand Funk Railroad. Também merece destaque  "In Need" e a forte "Paranoid"

Um grande álbum que conseguiu conciliar um rock básico com uma estruturação rica e bem elaborada em suas canções.



01 - Got This Thing On The Move



08 - Inside Looking Out



domingo, 14 de agosto de 2011

Lark's Tongues In Aspic - King Crimson (1973)


01 - Lark's Tongues In Aspic Part I
02 - Book Of Saturday
03 - Exiles
04 - Easy Money
05 - Talking Drum
06 - Lark's Tongues In Aspic Part II

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Em seu quinto álbum, o King Crimson faz uma completa renovação. Mudando drasticamente sua formação (apenas Robert Fripp da formação original) e seu som. Para gravar Lark's... a banda contou com o baterista Bill Bruford, que havia deixado o Yes; o baixista e vocalista Jhon Wetton (ex-Family); o violinista David Cross e o percussionista Jamie Muir. Com esse novo time de músicos, o King Crimson estava preparado para realizar uma grande revolução em seu som. Trazendo um som mais pesado - na fronteira do Heavy Metal -  e com a presença do violino, em detrimento do sax dos álbuns anteriores.

O álbum é quase todo caótico, apesar de conter momentos de sutileza  nas faixas cantadas. "Book Of Saturday" é uma bela e suave canção poética, que conta com a guitarra tão virtuosa quanto suave de Fripp. "Exiles" é provavelmente a mais frequentemente citada como melhor música do disco, com seus lindos arranjos de violino e um solo de guitarra muito emocionado, que vem leve como um sussurro, mas capaz de levar o ouvinte a um estado de êxtase fora do comum. Já "Easy Money" tem uma letra que ironiza um pouco os artistas que não buscam ampliar seus horizontes musicais. As 3 faixas instrumentais são mais experimentais e longas. A primeira parte da faixa titulo é a mais longa do disco, marcada pelo exótico trabalho com as percussões, riffs poderosíssimos de guitarra e mutias variações sonoras. A segunda parte de "Lark's..." é mais constante, porém mais dramática. A quinta faixa, "Talking Drum" também é bastante interessante. A música começa com um barulho de vento que logo é perturbado pelo baixo constante de Jhon Wetton, ao longo da música os outros instrumentos vão se sobrepondo, até que a música chega em seu êxtase caótico e termina.

Um dos álbuns mais importantes do rock progressivo e um dos melhores do King Crimson, inferior apenas ao primeiro.

01 - Larks Tongues In Aspic Part I


03 - Exiles





sábado, 13 de agosto de 2011

I Against I - Bad Brains (1986)



01 - Intro
02 - I Against I
03 - House Of Suffering
04 - Re-Ignition
05 - Secret 77
06 - Let Me Help
07 - She's Calling You
08 - Sacred Love
09 - Hired Gun
10 - Return To Heaven

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Em seu terceiro disco, o Bad Brains conseguiu o seu apogeu criativo. Além de ter alcançado o seu grande sucesso comercial. I Againt I é um dos maiores clássicos do punk-hardcore Norte-Americano. O álbum contém uma poderosíssima mistura de Hardcore com Soul e muito Funk, influenciando várias bandas, como o Living Colour.

O vocal do disco é bastante feroz, o que pode ser percebido em músicas como "She's Calling You". Uma curiosidade: o vocal da faixa "Sacred Love" foi gravado a partir de um telefonema penitenciário, pois o vocalista HR estava preso por posse de maconha.


04 - Re-Ingnition


08 - Sacred Love


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Loveless - My Bloody Valentine (1991)


1 - Only Shallow
2 - Loomer
3 - Touched
4 - To Here Knows When
5 - When You Sleep    
6 - I Only Said
7 - Come In Alone
8 - Sometimes
9 - Blown A Wish
10 - Wath You Want
11 - Soon

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O Shoe-gazing é um subgênero do rock alternativo que surgiu no Reino Unido no final da década de 80 e início da década de 90. A banda irlandesa My Bloody Valentine liderada pelo guitarrista Kevin Shields foi uma das mais marcantes representantes da cena. O seu segundo disco, Loveless,  acabou se tornando um clássico supremo do Shoegazer e de todo o rock alternativo

O som é o resultado da combinação das guitarras tocadas da maneira mais barulhenta possível com um uso absurdo de efeitos, overdubs, tremolos e distorções, com melodias bem trabalhadas cantadas de um jeito bem sutil e "angelical". Minhas faixas preferidas são "Sometimes" que é uma das mais simples do disco, combinando barulho e beleza com uma letra sobre amor. Mas a grande joia do disco é a ultima faixa, "Soon", que é longa e tem um acompanhamento eletrônico bem legal.

Disco obrigatório pra fãs de rock alternativo, pois este tem um peso enorme dentro do estilo.



08 - Sometimes


11 - Soon











                                         

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Afrociberdelia - Chico Science & Nação Zumbi (1996)



01. Mateus Enter
02. O Cidadão do Mundo
03. Etnia
04. Quilombo Groove
05. Macô
06. Um Passeio no Mundo Livre
07. Samba do Lado
08. Maracatu Atômico
09. O Encontro de Isaac Asimov com Santos Dumont no Céu
10. Corpo de Lama
11. Sobremesa
12. Manguetown
13. Um Satélite na Cabeça
14. Baião Ambiental
15. Sangue de Bairro
16. Enquanto o Mundo Explode
17. Interlude Zumbi
18. Criança de Domingo
19. Amor de Muito
20. Samidarish
21. Maracatu Atômico (Atomic Version)
22. Maracatu Atômico (Ragga Mix)
23. Maracatu Atômico (Trip Hop)

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A carreira de Chico Science foi perfeita, apesar de curta, sua contribuição para a música brasileira é algo totalmente imensurável. Em seu primeiro álbum na companhia da banda Nação Zumbi, o poderoso Da Lama Ao Caos ele apresentou um conceito totalmente original para o rock da década de 90. O Manguebeat ali mostrado era uma incrível mistura de ritmos tradicionais pernambucanos (maracatu) com rock e muito funk.

Em seu álbum seguinte, Afrociberdelia, a banda já contava com uma disponibilidade maior de recursos, devido ao sucesso de seu primeiro trabalho. O segundo álbum é extremamente bem produzido, contando com arranjos mais cuidadosos, onde a banda mostra sua evolução.


O álbum orbita em torno de grandes doses de funk, e psicodelia. onde o guitarrista Lúcio Maia e o baixista Dengue mostram todo o seu talento. Porém é difícil citar um destaque em especial, pois todos os músicos consegue extrair o melhor de seu instrumento deixando claro suas influencias. O resultado é um álbum extremamente amplo quanto a sua sonoridade


05 - Macô


07 - Samba De Lado





terça-feira, 2 de agosto de 2011

Music From The Penguin Cafe - Penguin Cafe Orchestra (1976)



1 - Penguin Cafe Single
2 - Zopf
     a) From The Colonies
     b) In A Sydney Motel
     c) Surface Tension (Where The Tress Met The Sky)
     d) Milk
     e) Coronation
     f) Giles Fanab'y Dream
     g) Pigtail
3 - The Sound Of Someone You Love Who's Going Away And It Doesn't Metter
4 - Hugebay
5 - Chartered Flight

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Music From The Penguin Cafe é um álbum que pode ser classificado como um trabalho totalmente não convencional e ao mesmo tempo, relaxante e suave.  A começar pela seu conceito, que foi idealizado durante os delírios do guitarrista Simon Jeffes, que ficou internado por comer um peixe estragado. Apesar de todo esse contexto, o álbum é bastante agradável de se ouvir, divino na sua simplicidade.

O Penguin Cafe Orchestra é um quarteto formado Simon Jeffes na guitarra, Hellen Leibmann no celo, Steve Nye no piano e Gavyn Wright no violino. Na faixa "Zopf" que conta com sete movimentos, aparecem também Neil Rennie tocando ukelele e Emily Young cantando. Também merece ser destacado Brian Eno que produziu o disco.

O som do primeiro álbum do Penguin Cafe Orchestra é baseado em música clássica e um pop rock excêntrico, lembrando bastante o rock progressivo. Quase todas as faixas são instrumentais, sendo cantadas apenas alguns trechos da experimental "Zopf". A atmosfera do álbum é muito tranquila, o celo e o violino dão uma ambientação bastante relaxante. Apesar de não ter letra, algumas faixas possuem uma certa carga sentimental, é o caso de "The Sound Of Someone You Love Who Is Going Away And It Doesn't Metter", uma linda balada composta por um dedilhado de guitarra. Essa faixa é totalmente incrível, ela é totalmente instrumental, mas sua instrumentação é tão emocionante e clara no que quer passar que parece até uma poesia. O auge do disco é mantido em "Hugebaby" e na última faixa, "Chartered Flight

Um álbum muito criativo e acima de tudo, muito agradável. Agradando desde os fãs de baladas aos amantes de música experimental. Um disco para relaxar.


03 - The Sound Of Someone You Love Who's Going Away And It Doesn't Metter


04 - Hugebaby

sábado, 30 de julho de 2011

Ave Sangria - Ave Sangria (1974)



1. Dois Navegantes
2. Lá Fora
3. Três Margaridas
4. O Pirata
5. Momento na Praça
6. Cidade Grande
7. Seu Waldir
8. Hei! Man
9. Por Que?
10. Corpo em Chamas
11. Geórgia, a Carniceira
12. Sob o Sol de Satã

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Ave Sangria foi uma das bandas mais legendárias da história do rock psicodélico brasileiro. Sua curta, porem efervescente carreira deixou um legado de dois álbuns, sendo um de estúdio e um ao vivo. O seu primeiro álbum intitulado Ave Sangria é considerado um clássico supremo da cena nordestina psicodélica dos anos 70

Existem uma série de mitos que circundam a história da banda. Dizem que os integrantes usavam batom e se beijavam em palco. Anos depois a banda esclareceu que o batom na verdade era mertiolate e que a história do beijo era apenas boato. Mas devido ao visual chocante e suas performances ao vivo, a banda acabou recebendo o apelido de "Stones do nordeste". Segundo o cantor e letrista Marco Polo, o nome da banda (que ja se chamou Tamarineira Village) surgiu de uma cigana maluca que fez para eles um poema os chamando de "Aves Sangrias". A banda gostou do apelido pois remetia a liberdade e poesia de seu trabalho.

A pouca experiência de estúdio e a escassez de recursos acabou gerando problemas na gravação. O som acabou ficando um pouco mais "amaciado" do que eles pretendiam, culminando em um trabalho mais acústico. Como se não bastasse, a banda encontrou problemas com a arte da capa (que foi mudada pela gravadora para driblar os direitos autorais) e com a divulgação. O disco sofreu com a censura por causa de seu conteúdo polêmico. Dizem que a grande responsável pela proibição foi a faixa "Seu Waldir" que segundo os conservadores seria um ode ao homossexualismo. De fato, o conteúdo era muito forte para a época.

A sonoridade do álbum permeia em torno da envolvente mistura de rock psicodélico com música nordestina tradicional. Tudo começa com a levada alucinante de "Dois Navegantes", passando pela alegre "Lá Fora" e a poética "Três Margaridas". A faixa mais conhecida é "O Pirata", uma divertida balada que fala sobre aventura. Apesar do resultado ser menos estridente do que o pretendido pela banda, aqui aparecem uns bons momentos de rock n roll agressivo, como na música "Corpo Em Chamas" e "Cidade Grande", ou até mesmo no refrão de "Momento Na Praça".

Ave Sangria é um disco legendário e importantíssimo dentro de sua cena, sendo referencia para fãs de rock psicodélico até hoje. Praticamente obrigatório pra quem quer conhecer melhor a música brasileira.

01 - Dois Navegantes



04 - O Pirata


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Depois Do Fim - Bacamarte (1983)



1 - UFO
2 - Smog Alado
3 - Miragem
4 - Pássaro De Luz
5 - Caño
6 - Último Entardecer
7 - Controvérsia
8 - Depois Do FIm
9 - Mirante Das Estrelas

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Depois Do Fim é o primeiro álbum da banda brasileira de rock progressivo Bacamarte. Apesar de ter sido gravado na década de 80, o disco possui características da fase setentista do rock progressivo. O álbum é frequentemente citado como um dos maiores trabalhos do gênero de todos os tempos. A comunidade Prog Archives o colocou em 35ª lugar na lista de 100 Melhores Álbuns de Rock Progressivo De Todos Os Tempos, e com razão. Depois Do Fim não fica muito atrás dos melhores álbuns do Emerson Lake & Palmer ou Yes em termos de qualidade.

O time de músicos compostor por: Jane Duboc nos vocais, Mario Neto no violão/guitarra, Marcus Moura na flauta e acordeon, Mr Paul na percussão,  Delto Simas no baixo, Marcos Veríssimo na bateria e o tecladista Sergio Villarim; mostra muita qualidade ao longo do disco, sendo difícil citar um único destaque. Predomina no álbum, uma instrumentação muito rica e virtuosa, O teclado de Sergio Villarim mantém a sonoridade alucinante do início ao fim. Como em "Controvérsia" (destaque para a linha de baixo) ou na épica "Mirante Das Estrelas". O guitarrista Mario Neto também mostra bastante sensibilidade na faixa "Pássaro De Luz" e no solo de  magnifico de "Último Entardecer". As letras do álbum parecem permear em um ambiente apocalíptico, abordando temas como destino e mitologia.

O álbum é incrível, mais valorizado pela crítica estrangeira do que pelo público brasileiro. Um grande clássico do rock progressivo brasileiro e internacional.

04 - Pássaro De Luz



06 - Último Entardecer

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Tomahawk - Tomahawk (2001)


1 - Flashback
2 - 101 North
3 - Point and Click
4 - God Hates a Coward
5 - POP 1
6 - Sweet Smell of Success
7 - Sir Yes Sir
8 - Jockstrap
9 - Cul de Sac
10 - Malocchio
11 - Honeymoon
12 - Laredo
13 - Narcosis

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Tomahawk é um dos projetos mais acessíveis do sempre versátil Mike Patton. A banda lançou 3 álbuns, o primeiro auto intitulado Tomahawk é constituído por um metal alternativo bastante direto, com passagens vocálicas estridentes e uma ambientação muito agressiva (beirando o sádico). Alguns elementos de avant-garde aparecem aqui. Alguns arranjos eletrônicos ou de teclados fazem um plano de fundo bastante rico, apesar de o grande diferencial do álbum ser o seu andamento relativamente veloz e o uso completamente insano e original da voz do Mike Patton, que faz jus aos seu apelido de "homens das mil vozes". Em uma única faixa ele é capaz de passar de coro para um gutural matador, e até rap. Além de utilizar com maestria os mais diversos efeitos.

Além de Mike Patton, a banda conta com o guitarrista Duane Denison, o baixista Kevin Rutmanis e o baterista Jhon Stainer.

O álbum é excelente. Praticamente todas as canções possuem refrões poderosos que passam bastante energia. Em seus álbum seguintes, o Tomahawk já tomou características mais experimentalistas, vide seu terceiro álbum lançado em 2007 chamado Anonymous, onde a banda chegou a utilizar elementos da música indígena norte-americana


01 - Flashback


04 - God Hates A Coward




quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mellon Collie And The Infinite Sadness - The Smashing Pumpkins (1995)


Disco 1 - Dawn To Dusk

1 - Mellon Collie And The Infinite Sadness
2 - Tonight, Tonight
3 - Jellybelly
4 - Zero
5 - Here Is No Why
6 - Bullet with Butterfly Wings
7 - To Forgive
8 - Fuck You (An Ode To No One)
9 - Love
10 - Cupid De Locke
11 - Galapogos
12 - Muzzle
13 - Porcelina Of The Vast Oceans
14 - Take Me Down

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Disco 2 - Twilight To Starlight

1 - Where Boys Fear To Tread
2 - Bodies
3 - Thirty-Three
4 - In The Arms Of Sleep
5 - 1979
6 - Tales Of a Scorched Earth
7 - Thru The Eyes Of Ruby
8 - Stumbleine
9 - X.Y.U.
10 - We Only Come Out At Night
11 - Beautiful
12 - Lily (My One And Only)
13 - By Starlight
14 - Farewell And Goodnight

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Em 1995 o Smashing Pumpkins já poderia ser considerado uma marca de sucesso, graças ao seu segundo álbum, o Siamese Dream. Entretanto foi em seu terceiro disco que a banda conseguiu atingir o seu auge de criatividade.

Mellon Colie And The Infinite Sadness é o álbum duplo mais vendido da história. Atingindo 8 milhões de cópias vendidas. A ideia era fazer dois discos que explorassem a temática do álbum de maneiras distintas. "Um disco para ouvir de dia e outro para ouvir a noite". No vinil, os 4 lados são organizados de maneira que cada um deles apresenta uma faceta diferente do álbum. O lado um chamado Dawn, por exemplo, contém algumas das canções mais sutis do disco, como "Thirty-Tree" e "In The Arms Of Sleep". Enquanto o lado cinco intitulado Midnight vem com as raivosas e barulhentas "Zero" e "Fuck You (An Ode To No One)". Quando foi lançado em CD a ordem das músicas foi alterada. Nessa nova ordem o disco 1 e o disco 2 já  apresentam algum dialogo entre si, mas mantendo a ideia de dualidade sonora que faz referência à dualidade das emoções humanas -  tema central do álbum.

O disco começa com a faixa titulo que é um doce instrumental de piano que dá o tom para a grandiosa "Tonight Tonight", uma bela canção sobre esperança e destino. O clima otimista é logo quebrado pela destruidora "Jellybelly" que vem repleta de desabafos depressivos, onde Corgan chega a dizer que "viver me deixa doente, tão doente que eu gostaria de morrer". Mostrando que Billy Corgan continuava altamente sentimental como compositor. Há espaço para mais frustrações em "Zero" onde Corgan canta um hino descontente que fez um contato bastante emotivo com sua geração. "Here Is No Why" vem com um andamento mais lento que o das faixas anteriores e uma letra sobre suas ambições de se tornar uma estrela do rock. É uma das melhores faixas do disco por causa de seu refrão cortante, onde pode-se perceber que a voz excêntrica de Billy é perfeitamente compatível com o conteúdo sentimental de suas músicas.

A viagem pelas emoções humanas continua na épica "Porcelina Of The Vast Oceans", repleta de imagens vagas e abstratas. Além das apaixonadas baladas de "In The Arms Of Sleep" que parece uma típica canção de amor com sua poesia sutil e ingenua, e a nostálgica "1979" onde Corgan deixa clara a sua inspiração na música eletrônica.

Em Mellon Collie... A banda rompe as barreiras do rock convencional chegando em sonoridades mais complexas e diversificadas. Um álbum simplesmente genial que conseguiu juntar toda a técnica e perfeição que havia disponível com uma incorporação muito emotiva.



CD 1

02 - Tonight Tonight





04 - Here Is No Why





CD2

05 - 1979




Marquee Moon - Television (1977)


1 - See No Evil
2 - Venus
3 - Friction
4 - Marquee Moon
5 - Elevation
6 - Guiding It
7 - Prove It
8 - Tom Curtain

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Marquee Moon é o primeiro álbum do Television, o melhor deles e um dos melhores da cena CBGB nova iorquina.

O álbum em si é muito bem produzido, contando com uma instrumentação virtuosa e frenética acompanhada de um leve toque de Soul e até mesmo Jazz. Apesar de contar com músicas mais longas e de instrumentação mais complexa e virtuosa, repleta de solos e riffs de guitarra sobrepostos, o Marquee Moon mantém a empolgação e o frenesi de seus antepassados punks ao mesmo tempo que prevê o que viria a seguir no movimento Post-Punk do final da década de 70 início de 80.

A faixa titulo é a joia central do álbum. Com seus 10 minutos de duração ela consegue manter a mesma empolgação do início ao fim, com seus solos guitarra bastante originais e bem encorpados. Também merecem destaque a envolvente "Venus" e a rápida "See No Evil", além de "Prove It" e "Friction"

Um álbum inovador que apesar de não ter sido bem recebido comercialmente foi aclamado pela crítica e serviu de inspiração para várias bandas das décadas seguintes.

02 - Venus


04 - Marquee Moon


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Atom Heart Mother - Pink Floyd (1970)



1 - Atom Heart Mother
    a) Father's Shout
    b) Breast Milky
    c) Mother Fore
    d) Funky Dung
    e) Mind Your Throats, Please
    f) Remergence
2 - If
3 - Summer '68
4 - Fat Old Sun
5 - Alan's Psychodelic Breakfast
    a) Rise And Shine
    b) Sunny Side Up
    c) Morning Glory



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Atom Heart Mother é um daqueles discos que dividem opiniões, por ser muito pretensioso é muito difícil permanecer indiferente diante dele. Apesar de ter alcançado uma vendagem significativa (chegou ao número 1 de vendas no Reino Unido e Nº 55 nos EUA) e de ser o preferido de muitos fãs, o Atom Heart Mother é tratado com certo desdém pelo próprio Pink Floyd. Roger Waters certa vez teria dito que "O Atom Heart Mother é uma bela peça para ser mandada para o lixo e não ser ouvida por ninguém! [...] Era um bocado pomposa e não falava sobre nada"

A começar pela capa enigmática (e para alguns cômica) onde aparece uma fotografia de uma vaca de raça Holandesa e Normanda que se tornaria "ponto turístico" mais tarde, o Atom Heart Mother é obscuro por completo. A faixa titulo dá o tom com uma orquestra completa tocando uma melodia intensa, épica e misteriosa. Contando também com solos de guitarra e corais que dão um ar ainda mais sinistro à musica. A faixa é dividida em sete partes e tem 23 minutos de duração, que para ouvintes menos acostumados com rock progressivo pode ser indigesta, mas para quem sabe apreciar os climas sonoros a duração da faixa se torna indiferente frente ao prazer de ouvi-la. Outra faixa mais complexa é a última "Alan's Psychedelic Breakfast" dividida em 3 partes e com 13 minutos de duração. Trata-se de uma grande viagem psicodélica que conta com a presença de sons de objetos domésticos.

Entre as duas faixas mais longas encontram-se as outras 3 mais simples. "If" é uma doce canção de Roger Waters cantada suavemente e contando apenas com um violão dedilhado. "Fat Old Sun" é a minha faixa preferida do disco, trata-se de uma das mais belas músicas do Floyd,. e "Summer '68" conta com um refrão psicodélico embalado pelo piano de Rick Wright.



01 - Atom Heart Mother



04 - Fat Old Sun


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Superunknown - Soundgarden (1994)



1. Let Me Drown
2. My Wave
3. Fell On Black Days
4. Mailman
5. Superunknown
6. Head Down
7. Black Hole Sun
8. Spoonman
9. Limo Wreck
10. The Day I Tried To Live
11. Kickstand
12. Fresh Tendrils
13. 4th Of July
14. Half
15. Like Suicide
16. She Likes Surprises

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Apontado muitas vezes com um dos pioneiros da famosa cena grunge, o Soundgarden é uma banda de grande peso na década de 90. Em seu quarto álbum, o Soundgarden apresenta algumas inovações que o diferenciam das demais bandas de Seattle daquela época.

O álbum tem um andamento moderado e bastante versatilidade, além de contar com um clima um tanto sinistro que permanece ao longo do disco e uma forte presença de riffs de guitarra. A performance de Chris Cornell nos vocais é melódica, peculiar, limpa e muitas vezes sentimental ao cantar as letras melancólicas e repletas de metáforas. O que permitiu que o álbum se tornasse mais acessível aos fãs de rock alternativo visto que as guitarras pesadas o colocaram na fronteira do Heavy Metal.

A banda fez uso de uma percussão densa e pouco convencional e algumas experimentações, que deram ao Superunknown um lugar de destaque frente à trabalhos similares. Como é notável na incorporação oriental de "Half" que também é cantada por uma voz feminina de criança, elevando o clima sinistro que permeia o álbum. As letras são geralmente obscuras, tratando de temas como o suicidio em "Just Like Suicide", além da emotiva"Black Hole Sun" que se tornou um hino para os descontentes e tem um clipe caprichosamente bizarro , que venceu o  Grammy de Melhor Canção de Rock no ano seguinte.  Merecem destaque também as depressivas "4th July"  que conta com  baixo e guitarra extremamente densos e "Head Down" que é acompanhada por uma melodia perturbadora de violão. O violão também aparece e "Felt On Black Days" que fala sobre a depressão.

Com o Superunknown, o Soundgarden atingiu o maisntream e perpetuou o seu nome na história de um dos movimentos mais marcantes da história do rock. A revista Rolling Stone colocou Superunknown na posição 336 no ranking de 500 melhores álbuns de todos os tempos e a banda conseguiu dois grammies no ano seguinte.

06 - Head Down





07 - Black Hole Sun



segunda-feira, 4 de julho de 2011

Perfect From Now On - Built To Spill (1997)



01 - Randy Described Eternity – 6:09
02 - I Would Hurt a Fly – 6:15
03 - Stop the Show – 6:26
04 - Made-Up Dreams – 4.52
05 - Velvet Waltz – 8:33
06 - Out of Site – 5:33
07 - Kicked It in the Sun – 7:32
08 - Untrustable/Part 2 (About Someone Else) – 8:53


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Perfect From Now On é o terceiro álbum da banda americana de indie rock Built To Spill.
A banda liderada pelo guitarrista/vocalista Doug Martsch já havia apresentado um trabalho digno de menção no anterior Theres Nothing Wrong With Love. Que era um álbum bastante acessível, repleto de arranjos de simples e melodias pop. Porém, somente no seu terceiro trabalho que a banda mostrou que era capaz de fazer um som mais profundo e complexo.

O Perfect From Now On é marcado por músicas de estrutura longa e complexa, com guitarras barulhentas e cheias de efeitos e a presença de arranjos de violoncelo e até mesmo mellotron. O álbum em si é melancólico e sentimental. O sentimento é passado através das melodias bem trabalhadas e pelo próprio desenvolvimento lento das canções. As músicas são bem lentas e arrastadas. Há quem diga que seja o álbum que mais aproximou o gênero alternativo da progressividade.

Em Perfect From Now On, o Built To Spill representa muito bem a cena indie americana da década de 90. Mostrando o quanto o gênero pode apresentar trabalhos maduros e profundos.


05 - Velvet Waltz





07 - Kicked It In The Sun

domingo, 3 de julho de 2011

I Can Hear The Heart Beating As One - Yo La Tengo (1997)




"Return to Hot Chicken" – 1:38
"Moby Octopad" – 5:48
"Sugarcube" – 3:21
"Damage" – 4:39
"Deeper into Movies" – 5:23
"Shadows" – 2:27
"Stockholm Syndrome" – 2:51
"Autumn Sweater" – 5:18
"Little Honda" – 3:07 (Brian Wilson, Mike Love)
"Green Arrow" – 5:43
"One PM Again" – 2:25
"The Lie and How We Told It" – 3:19
"Center of Gravity" – 2:42
"Spec Bebop" – 10:40
"We're an American Band" – 6:25
"My Little Corner of the World" (Bob Hilliard, Lee Pockriss) – 2:24


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No mundo da música existem vários artistas que nunca alcançaram o sucesso merecido. Apresento-lhes Yo La Tengo.

Eu conheci o Yo La Tengo assitindo MTV de madrugada. No clipe um trio composto por um casal e um homem com aparência nerd apareciam em uma gravadora onde seriam dispensados e encaminhados para uma “escola de rock” para que eles aprenderiam a ser estrelas. No clipe uma figura que satiriza Gene Simons tenta ensiná-los a pular e quebrar guitarras. Coincidência ou não, o clipe lembra bastante a trajetória do Yo La Tengo.

Quando baixei o I Cam Hear The Heart Beating As One me surpreendi com a qualidade e originalidade da obra. Ao buscar informações sobre a banda na internet descubro que ela é pouco famosa, lembrada apenas por um pequeno numero de fãs de alternativo que a idolatram. Sua trajetória foi marcada pelo anonimato, mas principalmente pela importância dentro do estilo, sendo um dos influentes para toda a onda alternativa que surgiria na década de 90.

O som deles é difícil de descrever de maneira simplória. É alternativo por excelência. Transitando entre guitarras distorcidas que lembram o Velvet Underground e Sonic Youth e as melodias pop e arranjos mais simples.

I Cam Hear The Heart Beating As One é o trabalho mais lembrado da banda. O álbum é composto por 16 variadas músicas. Sendo a maioria delas verdadeiras jóias. “Surgarcube” é uma típica música de pop alternativo. “Deeper Into Movies” tem uma melodia maravilhosa e uma guitarra constante. “Shadows” é uma doce balada cantada pela voz suave de Georgia Hubley. Que lidera a banda junto ao marido Ira Kaplan.

O álbum continua apresentando um pop simples com a acústica “Stockholm Syndrome” e a eletrônica “Autum Sweater”. O disco ainda tem espaço para experimentalismos e faixas instrumentais, nas guitarras distorcidas de “Spec Bebop” e na relaxante slide-guitar de “Green Arrow”. Também aparece no álbum um pouco de bossa nova, na música “Center Of Gravity”

Apesar da pouca fama o álbum conseguiu ser incluído na lista da SPIN Magazine’s dos 90 melhores álbuns da década de 90. Aparecendo em 51ª lugar. Muito pouco para um álbum que é obrigatório para os fãs de rock alternativo.

05 - Deeper Into Movies

08 - Autumn Sweater